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A Equoterapia é um método
terapêutico e educacional, reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM),
que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas da
saúde, educação e equitação. Além de facilitar a habilitação ou reabilitação
motora, a interação cavalo/praticante permite também trabalhar aspectos como a
afetividade, autoconfiança, socialização e dificuldades de aprendizagem.
No
Brasil, essa forma de terapia passou a ganhar espaço a partir dos anos 70 com a
criação da Associação Nacional de Equoterapia - ANDE - BRASIL. Por meio da
entidade desenvolveram-se vários centros que trabalham com essa terapia em
diversos estados brasileiros.
O método foi reconhecido como terapêutico em
1997 pela Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitacional e pelo CFM.
Na Região Nordeste, a Equoterapia vem ganhando espaço assim como o resto do
país. Ceará, Bahia, Pernambuco e Piauí já contam com centros de referência.
O trabalho equoterapeutico tem mostrado eficácia no tratamento de crianças
com paralisia cerebral no ganho das funções motoras sendo que, o resultado já
aparece no primeiro atendimento, quando o paciente inicia a interação com o
animal devido ao movimento tridimensional produzido pela marcha do cavalo que
estimula o tônus muscular e a dissociação da cintura pélvica e escapular.
A
Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos psicológicos e
educacionais (BITAR et al., 2004). É desenvolvida ao ar livre, onde o indivíduo
está intimamente ligado com a natureza, proporcionando assim a execução de
exercícios psicomotores, de recuperação e integração, completando as terapias
tradicionais em clínicas e consultórios.
O trabalho equoterápeutico deve
seguir as normas específicas da ANDE - BRASIL, como disponibilidade de
infra-estrutura e no tratamento do praticante. É fundamental estabelecer
conhecimentos, técnicas e procedimentos em condições adequadas para atender o
paciente, que nessa terapia é chamado de praticante e, considerado praticante de
equitação.
É importante ressaltar que o cavalo de Equoterapia deve ser
selecionado e treinado pelo profissional adequado. Analisar o comportamento do
animal a partir desse conhecimento, permite encontrar em seu manejo e
treinamento as causas e soluções para os problemas. A análise biomecânica dos
seus movimentos demarca a base para a sustentação de sua escolha para a terapia.
Conhecer profundamente os efeitos do movimento do cavalo é crucial. No entanto,
o cavalo não pode ser considerado somente um instrumento, objeto, mas sim um ser
vivo que possui instintos, comportamentos, reflexos e necessidades (ROSA,
2002).
Nesta terapia, a área da psicologia não realiza aquilo que costuma
chamar de psicoterapia “clássica” (realizada em consultório), ou seja, na
Equoterapia há maior diretividade do trabalho, isto porque o ambiente em que a
terapia se desenvolve possui estímulos variados, tais como o espaço físico, as
atividades pré-programadas, o cavalo, os terapeutas e os acompanhantes do
praticante.
A Equoterapia baseia-se na relação de integração triangular entre
terapeuta-praticante-cavalo, o que poderá possibilitar ao indivíduo o acesso
entre seu mundo imaginário e a realidade. Ao mesmo tempo, o cavalo emprega uma
função de intermediário entre o mundo interior psíquico do praticante, composto
de desejos, fantasmas, angústias, e o mundo externo, ocupando o espaço lúdico do
praticante.
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